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Caio, teu problema de Comunicação não é falta de assessoria

Hoje o “empreendedor serial” e nas horas vagas presidente do Serpro, Caio Mario Paes de Andrade, teve o primeiro contato com uma empresa que faz Assessoria de Imprensa para grandes corporações privadas, muitas inclusive na área de Tecnologia da Informação e Comunicações.

A “Inpress Brasil” solicitou uma audiência para apresentar as suas “soluções em comunicação para governo”. Se bem conheço essas “soluções”, são as mesmas que o Serpro já dispõe em sua Assessoria de Imprensa, mas sabem como é: “a galinha do vizinho é sempre mais gordinha e suculenta”.

Não tenho boas experiências com assessorias de imprensa, sou um chato por natureza. Mas as de São Paulo são um luxo à parte. Talvez porque a maioria acha que só existe vida inteligente nessa área no mercado paulista. De antemão não me refiro à Inpress. Falo genericamente da maioria desse mercado, quem quiser que vista a carapuça, pois eu não estou nem aí.

O nível de arrogância desse pessoal ao telefone de vez em quando me dá uma certeza: quase todo assessor (a) paulista que conheci ao telefone nessa função, me deixou a nítida impressão de que não faz sexo regularmente. Por causa disso, pensa que você veio ao mundo para aturar a punhetação deles numa “telebimbada”.

O último que me ligou se achava tão bom, mas tão bom, que me telefonou não para pedir retificação de uma informação. Exigiu que eu retirasse a informação do ar. Claro que não fiz isso e faltou pouco, bem pouco, para mandá-lo ir “tomar na pleura”.

Mas vamos ao que interessa, querido serial Caio.

Você já tem assessor de imprensa de sobra. Se o povo não atende às suas expectativas, podes ter certeza: a culpa é sua. Não precisa pegar o capítulo de Sun Tzu sobre o general que mandou decapitar as princesas favoritas do imperador, para compreender o verdadeiro sentido da autoridade que se espera de um comandante. Faça um favor a si mesmo, ouça o que pensa o general Santos Guerra que está aí do seu lado. Peça que ele lhe diga como se deve comandar uma tropa.

Quando a comunicação para dentro é ruim, deficiente, a divulgação para fora será pior ainda. Se meus colegas de assessoria não sabem exatamente o que você deseja e qual o rumo que você quer dar para a imagem do Serpro, como eles podem desempenhar bem o trabalho deles?

O Serpro, a Dataprev, a Telebras, são grandes excelências em comunicação ruim. Mas não por culpa do seu pessoal interno. A falha está na interpretação do que o assessorado quer e espera que a assessoria faça na empresa. Em resumo, os culpados são vocês em posição de comando, que não sabem como fazer a tropa marchar numa mesma direção.

Antes de você esse problema foi com a Gloria e antes dela foi com o Mazoni e antes dele veio uma relação enorme de ex-dirigentes ruins em lidar com jornalistas.

Sabe porquê?

Porque a Comunicação do Serpro (e de outras estatais) sempre sofreu com o dilema entre divulgar o que interessa ao cidadão saber sobre a empresa e o que interessa ao presidente da empresa sobre divulgar a si mesmo.

Entenda Caio, a comunicação do Serpro não pode ser o espelho do teu ego, não caia na mesma vala comum de tantos outros.

Se for essa a sua percepção de comunicação, então não interessa se for a Inpress ou outra empresa do mercado ou até mesmo os funcionários do seu núcleo estatal. A comunicação corporativa já fracassou.

Não estou defendendo ou criticando ninguém, não tenho restrições alguma com relação ao trabalho da Inpress. E muito menos com a comunicação corporativa do Serpro.

Estou até livre para falar deles por que não devo nada à primeira e sei que o pessoal na segunda me detesta. Sempre me tratou educadamente, mas me detesta. Não posso mudar a natureza da coisa, deixa rolar. Sei que seria a última opção para receber alguma informação de qualquer um deles. Não importa, se ela não vem por eles, virá por terceiros, nem sempre bem intencionados. O problema não é meu.

Aliás, aproveito o ensejo para lembrar a ingratidão dessa assessoria serpriana para com o portal Convergência Digital, que sempre noticiou o Serpro e deu voz aos seus diretores quando estes quiseram se fazer presentes naquele veículo voltado para a TI governamental.

Por confundir a linha editorial deste Blog com a do portal – embora este bloguinho tenha deixado de estar hospedado naquele veículo há mais de 3 anos, não se confundindo, portanto, com a linha editorial dele – a Comunicação do Serpro cometeu a injustiça de negar a presença do site Convergência Digital na relação dos veículos de comunicação que divulgaram as ações do Serpro ao longo de 2018.

Um crime que fizeram contra outros 5 profissionais, ao quererem punir-me por “mau comportamento”.

Portanto, querido serial Caio, estou livre para dizer: a Comunicação do Serpro não é pior e nem melhor que ninguém. Ela só está desorientada entre os inúmeros egos que já sentaram nessa cadeira que você está ocupando hoje, mas sabe que não será para sempre.

Tão desorientada quanto está a Comunicação deste Governo Bolsonaro, que ainda não disse exatamente a que veio. Ou pelo menos eu perdi a divulgação dessa estratégia, se ela já foi divulgada no Twitter.

* Pelo menos Caio, a “prata da casa” sai mais barata do que uma Inpress ou qualquer outra empresa desse ramo, se a proposta for enaltecer o seu ego e fazer “controle de danos” na NCC-1701 da TI governamental.

*Essa “consultoria”  é di grátis, tá?

Publicado em Coluna Capital Digital, Na Imprensa, Política.


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