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O risco da privatização diminuiu. Falta impedir a sangria nos bancos de dados do governo

Com a entrada do general Santos Guerra para a Diretoria de Operações do Serpro, nove entre 10 “serprianos” acreditam que o fantasma da privatização, extinção ou qualquer coisa que coloque um pijama na galera, desapareceu. Concordo que ficou muito difícil tal estratégia do povo do Ministério da Economia.

Duvido muito que essa turminha que defende a privatização tenha coragem de peitar o general. O próprio Paulo Guedes em recente entrevista admite que os militares estão contra a privatização de algumas estatais nascidas nos seus governos anos atrás. Ainda fez questão de jogar na cara dos milicos que essas estatais estão “drogadas”, numa falta de consideração e respeito com o funcionalismo.

Mas Paulo Guedes é um biruta, que sabe muito bem até aonde pode se fazer de louco. E mexer com militar dá uma zica danada.

Porém, o maior papel que o general Santos Guerra terá pela frente será o de impedir que alguns diretores cheios de más intenções saiam vendendo “pedaços” da empresa, aos poucos, através de contratos de parceria com multinacionais ávidas para fazer garimpagem de dados em bancos de dados restritos do governo.

Essa é a “privatização” que eu mais temo atualmente, pois ela conta com gente escrota dentro das duas estatais ( incluam a Dataprev), que não têm o menor escrúpulo de facilitar a garimpagem desses dados para grupos internacionais interessados em invadir os bancos de dados do governo por meio dessas parcerias “caracu” (se lembram da cerveja? não é dela que eu to falando).

Sob o manto do discurso de que essas parcerias desinteressadas, baratinhas, em que grandes empresas até abrem mão de serem remuneradas por serviços prestados e produzirão a tão sonhada “revolução digital no governo”, podem apostar: aí tem truta!

Com a desculpa de que essas parcerias trarão o desenvolvimento de novos aplicativos voltados para o cidadão, essas empresas ganhariam em troca o  que? Já que não são remuneradas pelo serviço? Seria a possibilidade de acesso às informações guardadas por anos pelas estatais em seus bancos de dados, possibilitando a venda desses dados, sabe-se lá para quem, no mercado internacional?

E ai eu pergunto. O Brasil é tão incompetente assim para desenvolver aplicativos de e-gov em favor do cidadão? Precisaria desses tubarões travestidos de unicórnios?

Fiquem certos, vocês leitores podem não saber ou entender por que estou aqui batendo nesses caras. Mas tenham certeza, esses caras sabem porque estão apanhando.

*Caro general, conte comigo para sapecar o lombo dessa canalhada.

Publicado em Coluna Capital Digital, Informática, Política.


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