Nanossatélite: perderia cem vezes mais com o projeto

aesp-14-cubesat-deployment-from-iss2Infelizmente o primeiro nanossatélite desenvolvido integralmente no Brasil, lançado ao espaço em fevereiro, foi considerado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) como inoperante, depois que uma falha em um dos sistemas que impediu o funcionamento do equipamento.

Segundo o comunicado divulgado pela AEB, relatório elaborado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) que construiu o nanossatélite em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), informa que a antena de transmissão de telemetria (responsável por enviar dados do satélite para a Terra) não abriu e inviabilizou o projeto.

O “Cubesat AESP-14” – de R$ 400 mil – foi lançado em 5 de fevereiro da Estação Espacial Internacional (ISS).

Nossa imprensa, no geral, trata o projeto como “fracasso”. O G1 diz que “a construção do nanossatélite tinha como objetivo a capacitação de mão de obra para fabricar esses equipamentos no país”.

Tinha?

Pura idiotice, mesmo com o insucesso, o projeto deu certo. Problemas existem, sempre existirão e serão corrigidos. O que importa é que país detém agora o conhecimento para fazer mais nanossatélites.

Gastaria cem vezes mais das verbas de inovação guardadas na Finep em projetos como esse. Melhor do que financiar vexames, como naquela vez que a Finep liberou R$ 3 milhões para a ampliação de uma fábrica de computadores no Paraná.

* E ninguém foi parar na cadeia.